SOBRE NÓS E OS NOSSOS MITOS
Demétrio Sena - Magé
Precisamos aprender que somos mais importantes uns para os outros do que os mitos populistas do nosso idealismo. Do que todos os nossos ritos de cego endeusamento e nossas entregas que não têm recibo.
As estrelas do céu equivocado que que nos cobre de lendas e legendas sem nenhum valor histórico, social nem humano jamais nos deram sinal de que percebem os sacrifícios de amor que lhes ofertamos.
Temos mais a fazer uns pelos outros do que amar e prestar louvores a esses ídolos distantes, a tal ponto que nos inimigos recíprocos. Nada pode restituir com seja o que for, os afetos perdidos em brigas por quem jamais saberá quem somos, pois não importamos.
Hoje sei que ninguém vale o meu ódio pelos meus. Ninguém é deus dos meus sonhos de futuro, muito menos é dono da fidelidade ou permanência dos meus pensamentos e minhas escolhas ideológicas.
Em todas as minhas ideologias, filosofias pessoais e planos de futuro, tenho esta certeza definitiva: o fanatismo é bandeira que não empunho por nada e por ninguém. Sinto muito pelos que fazem isso.
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Respeite autorias. É lei