• Baixada Fluminense | 21/04/2026 - 05:56

Dúvidas cirurgia refrativa | Foto: Pixabay

Shirley Costa

Problemas oculares como miopia, hipermetropia e astigmatismo atingem milhares de pessoas. Muitas alimentam o desejo de enxergar perfeitamente, sem o auxílio de óculos ou lentes de contato. Este sonho pode ser realizado através da cirurgia refrativa, que embora seja um procedimento bastante divulgado, ainda desperta dúvidas e receios.

Para ajudar a desmistificar essa intervenção cirúrgica, a oftalmologista Carla Medeiros, do Centro da Saúde Ocular Kátia Mello, em Duque de Caxias - RJ, responde as principais dúvidas sobre o assunto:
 

O que é a cirurgia refrativa?
É uma cirurgia a laser, que visa corrigir os erros refrativos dos olhos (miopia, hipermetropia e astigmatismo). Uma técnica inovadora, aplicada com sucesso em milhares de pessoas no Brasil e exterior.

Quem pode se submeter à cirurgia?
Em princípio, qualquer pessoa após os 18 anos que tenha uma ametropia (miopia, hipermetropia, astigmatismo) pode ser um candidato. Porém, uma avaliação cuidadosa com o médico especializado em cirurgia refrativa é indispensável e apenas após a realização de uma série de exames específicos e análise desses resultados é que serão determinadas as condições para a realização, ou não, da cirurgia, e qual a melhor técnica a ser aplicada: LASIK ou PRK.

Qual a diferença entre as técnicas LASIK e PRK?
Essas são as técnicas mais utilizadas para a cirurgia a laser. A cirurgia de PRK (foto-ablação corneana) trata os erros refrativos através da remoção de tecidos da superfície da córnea. É usada com maior frequência para tratar graus baixos de miopia, hipermetropia e astigmatismo. Esta é também a técnica de escolha para pacientes jovens com miopia. O PRK tem como grande vantagem o altíssimo nível de segurança, especialmente em paciente com córneas mais finas ou leves alterações em sua curvatura. Nas primeiras semanas após a cirurgia, a visão fica relativamente embaçada por um período que varia de 1 a 15 dias, e é comum certo desconforto ocular, até que o epitélio cicatrize e cubra a área tratada. O resultado visual alcançado é avaliado num período que varia de algumas semanas a seis meses, de acordo com as características de cicatrização de cada pessoa. Por sua vez o LASIK (Laser in-Situ Keratomileusis) pode tratar graus mais altos de miopia, hipermetropia e astigmatismo. Entretanto, devido ao uso do microcerátomo, exige maior habilidade do cirurgião. A técnica difere da PRK porque corrige a visão agindo em uma das camadas internas, ao invés de atuar na superfície da córnea. Dessa forma, há menor superfície a cicatrizar, menor risco de embaçamento corneano, menos desconforto pós-operatório, menos necessidade de medicação pós-operatória e a visão retorna mais rapidamente, geralmente em 24 horas.

Existe um limite máximo de idade para alguém se submeter à cirurgia refrativa?
Teoricamente, não existe um limite máximo de idade, desde que esse paciente tenha transparência de meios necessária para o sucesso do tratamento (catarata e opacidades na córnea).

Um paciente que apresenta nervosismo ou muita ansiedade antes da cirurgia pode prejudicar o bom andamento da intervenção?
Durante o período pré-operatório, além de exames precisos, uma avaliação detalhada do perfil psicológico do paciente é realizada. Procuramos fazer uma explicação exaustiva sobre a segurança e previsibilidade do tratamento, rapidez da técnica (o laser propriamente dito dura menos que 1 minuto) e sobre o baixo nível de complicações. Visamos informar ao candidato à cirurgia refrativa sobre todas as medidas que tomamos no pré e intra-operatório que minimizam a chance dessas complicações, a fim de deixar o paciente bem informado e seguro para a realização do procedimento. Porém, se o médico observa um perfil que pode comprometer o sucesso e segurança do tratamento, irá conduzir essa pessoa a outras opções terapêuticas. A segurança do paciente está sempre em primeiro lugar.

Para quem a cirurgia refrativa é contra-indicada?
Pacientes grávidas ou em período de amamentação estão contra-indicadas. Assim como pacientes que possuam algumas doenças oculares, tais como ceratocone, catarata, alguns tipos de cicatrizes corneanas e determinadas doenças retinianas. Existe uma série de fatores, tais como córnea fina ou alterações na topografia de córnea (exame realizado no pré-operatório) que o cirurgião refrativo analisa antes da cirurgia e caso observe alterações, contra-indicaria a cirurgia. Caso haja o interesse, vale procurar um médico oftalmologista para que ele possa avaliar esses detalhes específicos.

O paciente pode voltar a desenvolver o mesmo problema de visão a médio ou longo prazo após a cirurgia?
Hoje em dia, os lasers têm uma previsibilidade muito grande, na maioria das vezes conseguindo "zerar" o grau do paciente. Porém, é preciso se ter em mente que dependendo da quantidade de grau do paciente antes da cirurgia, é possível mesmo após desta restar um "grau residual". No entanto, geralmente esse grau é baixo, muitas vezes passível de retratamento. Vale destacar que existem algumas mudanças na córnea e cristalino, que muitas vezes inexistiam antes da cirurgia, que com o passar da idade surgem (mesmo para os que não realizarem essa cirurgia) e que podem implicar em mudança do grau. Mais uma vez, cada caso deve ser bem analisado com o cirurgião refrativo para que paciente e médico fiquem satisfeitos.

Pessoas que possuem presbiopia, a “vista cansada”, podem fazer a cirurgia?
A cirurgia a laser pode tratar a miopia, hipermetropia e astigmatismo em pacientes com presbiopia. Acima dos 40 anos, caso o grau seja totalmente tratado para longe em ambos os olhos, o paciente necessitará de óculos para a leitura. A forma mais utilizada para eliminar ou diminuir a necessidade dos óculos para perto com a cirurgia a laser é denominada monovisão, onde se realiza um equilíbrio na visão dos dois olhos. Para isso, corrige-se totalmente o grau do olho dominante para focalizar longe e o outro deixa-se um pouco míope para dar visão para perto. A pequena diferença de grau entre os olhos é, em geral, rapidamente compensada pela adaptação cerebral. Se a pessoa costuma fazer leitura prolongada, recomendam-se óculos complementar para letras muito pequenas, principalmente em condições de baixa iluminação. A cirurgia a laser para tratamento multifocal da córnea, com a finalidade de proporcionar a mesma visão que os óculos multifocais, está em estudos, mas ainda não apresenta bons resultados. Em pacientes com graus elevados ou com catarata inicial, pode-se indicar a substituição do cristalino por implante de lentes multifocais que proporcionam boa visão para perto e para longe.

Outras informações: www.centrokatiamello.com.br. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/ centrokatiamello.com.br?fref= ts.

 

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